quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Administração Financeira - Perguntas e Respotas

DECISÃO DE FINANCIAMENTO

RISCO E RETORNO

  1. O que é risco, no contexto da tomada de decisões financeiras?
R: Risco é a possibilidade de perda financeira. Os ativos considerados mais arriscados são os que oferecem maiores possibilidades de perda financeira. A palavra risco é usada como sinônimo de incerteza e refere-se à variabilidade dos retornos associados a um ativo.

  1. Defina retorno e descreva como calcular a taxa de retorno de um investimento.
R: O retorno é o ganho ou perda total sofrido por um investimento em certo período. É comumente medido pela soma dos proventos em dinheiro durante o período com a variação de valor, em termos de porcentagem do valor do investimento no início do período.

kt= Ct+Pt+Pt-1
Pt-1
Kt = taxa observada, esperada ou exigida de retorno durante o período t
Ct = Fluxo de caixa recebido com investimento no ativo no período de t-1 a t
Pt = Preço (valor) do ativo na data t
Pt-1 = Preço (valor) do ativo na data t-1

  1. Compare as seguintes atitudes em relação a risco: (a) aversão; (b) indiferença; (c) propensão. Qual delas é mais comum entre os administradores financeiros?
R: aversão ao risco é quando o retorno exigido aumenta quando o risco se eleva;
Indiferença ao risco é quando o retorno exigido não varia quando o nível de risco varia (aum., dim.)
Propensão ao risco é quando o retorno exigido cai se o risco aumenta.

  1. Explique como se usa a amplitude na análise de sensibilidade.
R: A amplitude é encontrada subtraindo-se o resultado pessimista do resultado otimista dos retornos associados a um ativo. Quanto maior ela for, maior será a variabilidade, ou seja, o risco do ativo.
A > RISCO MAIOR, A < RISCO MENOR. Apesar de rudimentar, oferece ao responsável pela tomada de decisões uma noção do comportamento dos retornos que pode ser utilizada para estimar o risco existente.

  1. O que mostra um gráfico de distribuição de probabilidades dos resultados a respeito do risco de um ativo para uma pessoa que precisa tomar uma decisão?
R: Uma distribuição de probabilidades é um modelo que associa probabilidades aos eventos correspondentes. O tipo mais simples é o gráfico de barras, que mostra somente o numero limitado de combinações entre eventos e probabilidades. O gráfico mostra a distribuição dos retornos onde é possível visualizar as dispersões, aquele que apresentar maior dispersão será o mais arriscado (se o retorno for o mesmo).

  1. Qual é a relação entre a magnitude do desvio-padrão e o grau de risco de um ativo?
R: O indicador mais comum do risco de um ativo é o desvio-padrão, o qual mede a dispersão em torno do valor esperado. O valor esperado do retorno é o retorno mais provável de um ativo. Em geral, quanto maior o desvio-padrão, mais alto o risco.

  1. Quando se deve preferir o coeficiente de variação ao desvio-padrão na comparação de riscos de ativos?
R: O coeficiente de variação , CV, é uma medida de dispersão relativamente útil na comparação dos riscos de ativos com retornos esperados diferentes:

CV = desvio-padrão
Retorno

QUANTO MAIOR O COEFICIENTE DE VARIAÇÃO, MAIOR O RISCO.
A utilidade real do coeficiente de variação vem da comparação dos riscos de ativos que possuem retornos esperados diferentes. Com retornos esperados iguais olha-se o desvio-padrão, com retornos esperados diferentes olha-se o retorno e o CV, pois é mais eficaz para comparar os riscos de ativos porque considera a magnitude relativa, ou seja, o retorno esperado dos ativos.

  1. O que é uma carteira eficiente?
R: Carteira eficiente é aquela em que o administrador financeiro maximize o retorno para certo nível de risco ou minimize o risco para determinado nível de retorno, é preciso, portanto, uma maneira de medir o retorno e o desvio-padrão de uma carteira de ativos. Feito isso, deve-se examinar o conceito estatístico de correlação, subjacente ao processo de diversificação utilizado para construir uma Carteira Eficiente. O CONCEITO DE CORRELAÇÃO É ESSENCIAL NA CONSTRUÇÃO DE UMA CARTEIRA EFICIENTE.
O RETORNO DE UMA CARTEIRA É A MEDIA PONDERADA DOS RETORNOS DOS ATIVOS INDIVIDUAIS QUE COMPÕEM ESTA CARTEIRA.

  1. Por que é importante a correlação entre retornos de ativos? De que maneira a diversificação permite que ativos com risco sejam combinados de modo a fazer com que o risco da carteira seja inferior ao risco dos ativos individuais que a compõem?
R: A correlação é uma medida estatística da relação entre duas séries de números quaisquer. Os números podem representar dados de qualquer espécie. Se as duas séries variam na mesma direção, diz-se que são positivamente correlacionadas e, em direções opostas, negativamente correlacionadas. O grau de correlação é medido pelo coeficiente de correlação, que varia de +1, no caso de séries entre as quais há correlação positiva perfeita (movem-se juntas), e -1 no caso de series com correlação negativa perfeita (movem-se em direções exatamente opostas). Melhor combinar ativos negativamente perfeitos, eles diminuem o risco total da carteira (maior diversificação).

  1. De que maneira a diversificação internacional aumenta as possibilidades de redução de risco? Como ela poderia resultar em retornos abaixo do satisfatório? O que são riscos políticos e como afetam a diversificação internacional?
R: A diversificação internacional diminui as possibilidades de risco porque reduz a sensibilidade da carteira a movimentos de mercado e a flutuações de taxas de câmbio. Em períodos longos, os retornos de carteiras internacionalmente diversificadas tendem a ser superiores aos de carteiras que contenham somente ativos domésticos.
Os riscos com a diversificação internacional são: riscos políticos, flutuações cambiais, riscos econômicos.

  1. Qual é a relação entre risco total, risco não diversificável e risco diversificável? Por que o risco não diversificável é o único relevante?
R: O risco total é a soma do risco diversificável ao não diversificável.
O risco diversificável (não sistemático) representa a parte do risco de um ativo associado a causas aleatórias e que pode ser eliminada com a diversificação da carteira, é atribuível a eventos relacionados especificamente à empresa, greves, ações judiciais...
O risco não diversificável (sistemático) é atribuível a fatores de mercado que afetam todas as empresas e não pode ser eliminado por meio de diversificação (guerras, inflação, incidentes internacionais são responsáveis por este tipo de risco).
Como qualquer investidor pode criar uma carteira de ativos capaz de eliminar todo o risco diversificável, o único risco relevante é o risco não diversificável, qualquer investidor ou empresa deve preocupar-se somente com esse risco, sua mensuração é de importância fundamental para a seleção de ativos com as características mais desejáveis em termos de risco e retorno.
O MODELO CAPM – ESTE MODELO DE FORMAÇÃO DE PREÇOS LIGA O RISCO NÃO DIVERSIFICÁVEL AO RETORNO PARA TODOS OS ATIVOS. Apresentado em 5 partes.

  1. Que tipo de risco é medido pelo beta? Como se calcula o beta de uma carteira?
R: O coeficiente beta é uma medida relativa de risco não diversificável. É um indicador do grau de variabilidade do retorno de um ativo em resposta a uma variação do retorno do mercado. Os retornos históricos de um ativo são usados na determinação de seu coeficiente beta.
O beta de uma carteira pode ser facilmente estimado usando os betas dos ativos que a compõem.

  1. Explique o significado de cada variável na equação do modelo de formação de preços de ativos (CAPM). O que é linha de mercado de títulos (SML)?
R: Usando o coeficiente beta para medir risco não-diversificável, o modelo de formação de preços de ativos (CAPM) é dado na Equação:

Kj = Rf + [bj x (km – Rf)]

K = retorno exigido do ativo j
Rf = taxa de retorno livre de risco, comumente medida pelo retorno de uma letra do tesouro
bj = coeficiente beta ou indicador de risco não diversificável do ativo j
km = retorno do mercado, retorno da carteira de mercado de ativos

O CAPM pode ser dividido em duas partes: (1) taxa de juros livre de risco (Rf), ou seja, o retorno exigido de um ativo sem risco, tipicamente uma letra do tesouro, um título de dívida pública desse país e (2) o prêmio por risco. Esses são, respectivamente, os dois elementos de cada lado do sinal de soma na Equação. O termo (km – Rf), no prêmio por risco, é chamado de prêmio por risco do mercado, porque representa o prêmio que o investidor deve receber por assumir o nível médio de risco associado à posse da carteira de mercado de ativos.
QUANTO MAIOR FOR O BETA, MAIOR SERÁ O RETORNO EXIGIDO, AO PASSO QUE, QUANTO MENOR FOR O BETA, MENOR SERÁ O RETORNO EXIGIDO.

Quando o modelo de formação de preços de ativos (CAPM) é representado graficamente, recebe o nome de linha de mercado de títulos (SML). A SML, na verdade, é uma linha reta. Reflete o retorno exigido no mercado para cada nível de risco não diversificável (beta).

  1. Que impacto exerceria cada uma das seguintes mudanças sobre a linha de mercado de títulos e, portanto, sobre o retorno exigido para certo nível de risco? (a) Um aumento de expectativas inflacionárias, (b) os investidores se tornam menos avessos a risco.
R: Mudanças nas expectativas inflacionárias afetam a taxa de retorno livre de risco, Rf. A equação da taxa de retorno livre de risco é: Rf = k* + PI (variação de expectativas inflacionárias).
A inclinação da SML reflete o grau de aversão a risco: quanto maior a inclinação, maior é esse grau, prêmios por risco crescem de acordo com o grau de aversão ao risco.

  1. Por que os administradores financeiros encontram dificuldades para aplicar o CAPM na tomada de decisões financeiras? Em geral, que benefícios lhes é proporcionado pelo modelo?
R: o modelo de formação de preços de ativos geralmente apóia-se em dados históricos. Os betas podem refletir ou não a variabilidade futura dos retornos. Portanto, os retornos exigidos especificados pelo modelo podem ser vistos apenas como aproximações. Os usuários de betas comumente fazem ajustes subjetivos nos betas determinados com dados históricos para refletir suas expectativas em relação ao futuro.
O CAPM foi desenvolvido para explicar o comportamento de preços de títulos e fornecer um mecanismo pelo qual os investidores poderiam avaliar o impacto de um investimento em títulos sobre o risco geral e o retorno de suas carteiras. Baseia-se em uma hipótese de mercado eficiente...
O CAPM fornece um arcabouço conceitual útil para a avaliação e associação de risco com retorno.


CUSTO DE CAPITAL

  1. O que é custo de capital? Que papel ele desempenha nas decisões de investimento de longo prazo?
R: Custo de Capital é uma taxa de retorno que uma empresa deve conseguir nos projetos em que investe para manter o valor de mercado de sua ação. Funciona com vínculo básico entre as decisões de investimento de longo prazo da empresa e a riqueza dos proprietários, determinada pelos investidores no mercado. É um “número mágico” usado para decidir se um investimento proposto permitirá aumentar ou reduzir o preço da ação.

  1. Porque supomos que o risco econômico e o risco financeiro não variam quando avaliamos o custo de capital? Discuta as implicações dessas hipóteses sobre a aceitação e o financiamento de novos projetos.
R: ?

  1. Por que o custo de capital é medido depois do imposto de renda? Por que é recomendado o uso de um custo médio ponderado de capital e não o custo da fonte específica de fundos?
R: Os custos relevantes são aqueles após o Imposto de Renda. É recomendado o uso do Custo Médio ponderado de capital porque o Custo de Capital é estimado em um momento específico, reflete o custo futuro médio de fundos no longo prazo. O custo de capital deve refletir a inter-relação das atividades de financiamento. O custo específico de cada fonte de financiamento é o custo de sua obtenção agora, após o imposto de renda, e não o custo histórico refletido no financiamento existente de acordo com a contabilidade da empresa.

  1. Acabam de lhe dizer: “Como iremos financiar este projeto com capital de terceiros, a taxa de retorno exigida deve ser superior ao custo de capital de terceiros”. Você concorda ou discorda? Explique.
R: A taxa de retorno exigida deve ser maior do que o custo de capital para indicar a viabilidade de um investimento. Porém uma outra opção seria o de trabalhar com o custo médio ponderado de capital, onde a estrutura poderia ser ponderada de uma forma a encontrar a proporção ideal na estrutura de capital entre as fontes (próprias ou de terceiros).

  1. O que são os recebimentos líquidos com a venda de uma obrigação? O que são os custos de lançamento e como afetam os recebimentos líquidos da venda de uma obrigação?
R: Os recebimentos líquidos com a venda de uma obrigação ou de qualquer título são os fundos efetivamente recebidos com ela. Os custos de lançamento – os custos totais de emissão e venda de um título – reduzem os recebimentos líquidos proporcionados pela venda.

  1. Que métodos podem ser usados para obter o custo de capital de terceiros antes do imposto de renda?
R: O custo de Capital de Terceiros antes do imposto de renda pode ser obtido de três maneiras diferentes: cotação de custo (quando os recebimentos líquidos com a venda de uma obrigação são iguais a seu valor de face, o custo antes do IR iguala-se à taxa de cupom); cálculo do custo (consiste em encontrar o custo de capital de terceiros antes do IR calculando a TIR (Taxa Interna de Retorno) dos fluxos de caixa da obrigação); aproximação do custo.

  1. Como se converte o custo de capital de terceiros antes do imposto de renda em custo depois do imposto de renda?
R: O custo de capital de terceiros depois do IR pode ser encontrado multiplicando-se o custo antes do IR por 1 menos a alíquota do IR.

  1. Como você calcularia o custo de ações preferenciais?
R: O custo de ações preferenciais é o quociente entre dividendos da ação e o recebimento líquido com a venda dela pela empresa. O recebimento Líquido corresponde ao montante a ser recebido menos quaisquer custos de lançamento. Como os dividendos de ações preferenciais são pagos com fluxos de caixa da empresa depois do imposto de renda, não é necessário fazer nenhum ajuste por causa do imposto.

  1. Qual é a premissa sobre o valor da ação subjacente ao modelo de avaliação com crescimento constante (modelo de Gordon) usado para medir o custo de capital próprio, k?
R: (não é a resposta – é apenas um resumo da parte do capítulo que trata sobre Custo de Capital Próprio).
R: O custo de capital próprio é o retorno exigido pelos investidores nas ações ordinárias. Existem duas formas de financiamento com ações ordinárias: 1) retenção de lucros e (2) Novas emissões de ações ordinárias.
Duas técnicas são usadas para medir o custo de capital próprio – uma delas apoia-se no modelo de avaliação com crescimento constante (modelo de Gordon) e outra, no modelo de formação de preços de ativos (CAPM).

  1. Por que o custo de financiar um projeto com lucros retidos é inferior ao custo de financiá-lo com uma emissão de novas ações ordinárias?
R: Normalmente, para que uma emissão de novas ações seja vendida, precisa haver underpricing – venda a um preço inferior a seu preço corrente de mercado. Visto que muitos investidores encaram a emissão de novas ações como um sinal de que a administração está recorrendo ao financiamento com ações ordinárias porque acredita que estão supervalorizadas. Além de tudo isso, os custos de lançamento pagos pela emissão e venda de novas ações reduzirão ainda mais os recebimentos líquidos para a empresa. O custo de novas ações ordinárias normalmente é superior a qualquer outro financiamento de longo prazo. Obs.: O custo do capital associado às ações existentes é igual ao custo de lucros retidos.

  1. O que é custo médio ponderado de capital (CMPC)? Como é calculado?
R: O CMPC reflete o custo médio futuro de fundos esperado no longo prazo. É obtido multiplicando o custo de cada tipo específico de capital por sua proporção na estrutura de capital da empresa. Multiplica-se o custo específico de cada modalidade de financiamento por sua proporção na estrutura de capital da empresa e somam-se os valores ponderados.

  1. Escreva a lógica subjacente ao uso de pesos da estrutura ideal de capital e compare esse enfoque ao uso de pesos históricos, qual é o esquema preferível de ponderação?
R: Não é resposta, é resumo da parte que trata do assunto:
R: Os
pesos históricos podem ser baseados em valores contáveis ou em valores de mercado, mas refletem as proporções efetivas na atual estrutura de capital. Os pesos ideais, que também podem basear-se tanto em valores contábeis quanto em valores de mercado, refletem as proporções desejadas na estrutura de capital da empresa. Aquelas que usam pesos ideais fixam essas proporções a partir da estrutura ‘ótima’ de capital que desejam alcançar.
Quando consideramos a natureza aproximada do cálculo do custo médio ponderado de capital, a escolha de pesos pode não ser uma questão tão crítica assim. Entretanto, de um ponto de vista estritamente teórico, o esquema preferido de ponderação corresponde ao conjunto de proporções ideais baseadas em valores de mercado.


  1. O que é custo marginal ponderado de capital (CMgPC)? O que representa a escala de CMgPC? Por que essa escala é crescente?
R: O custo médio ponderado de capital pode variar com o tempo, dependendo do volume de financiamento que empresa espera obter. A medida que esse volume cresce, os custos dos vários tipos de financiamento elevam-se aumentando o custo médio ponderado de capital. Por esta razão, é útil calcular o custo marginal ponderado de capital, simplesmente o custo médio ponderado de capital da empresa (CPMC) associado ao dólar seguinte de financiamento novo.

  1. O que é escala de oportunidades de investimento (EOI)? Costuma ser representada como uma função crescente ou decrescente? Por quê?
R:

  1. Como a escala de CMgPC e a EOI podem ser usadas para determinar o nível de financiamento e investimento que maximiza a riqueza do proprietário? Por que muitas empresas escolhem níveis de financiamento e investimento abaixo desse ótimo?
R:

ALAVANCAGEM E ESTRUTURA DE CAPITAL

  1. Qual a relação entre o WACC e o valor da empresa?
R: WACC é o conceito de custo médio ponderado de capital de uma empresa. A principal razão para se estudar o WACC é que o valor da empresa será maximizado quando o WACC for minimizado. Para enxergar isso, lembre-se que o WACC é a taxa de desconto apropriada para os fluxos de caixa gerais da empresa. Como os valores e as taxas de desconto de movem em direções opostas, minimizar o WACC maximizará o valor dos fluxos de caixa da empresa.
  1. O que é a estrutura ótima de capital?
R: Desejamos escolher a estrutura de capital que minimiza o WACC, dizemos que uma estrutura de capital é melhor do que outra se o resultado for diminuir o custo médio ponderado de capital. Além disso, dizemos que um quociente específico entre dívidas e capital próprio será a estrutura ótima de capital se resultar no menor WACC possível. Essa estrutura ótima de capital algumas vezes também é denominada estrutura “desejada” de capital.

  1. Qual é o impacto da alavancagem financeira sobre os acionistas?
R: Alavancagem financeira é a intensidade com a qual a empresa está endividada. Quanto mais financiamento por meio de capital de terceiros a empresa utilizar, maior será a alavancagem financeira empregada. Ela pode alterar dramaticamente os resultados para os acionistas de uma empresa. Curiosamente, porém, a alavancagem financeira pode não alterar o custo geral de capital da empresa. Se isso é verdade, então a estrutura de capital da empresa é irrelevante.
O efeito da alavancagem financeira depende do LAJI (lucro antes de juros e impostos) da empresa. Se o LAJI for relativamente alto, a alavancagem será benéfica.
De acordo com o cenário esperado, a alavancagem aumentará o retorno dos acionistas, medido tanto pelo ROE (retorno sobre o capital próprio) quanto pelo LPA (lucro por ação).

  1. Qual é o efeito da alavancagem feita em casa?
R: Alavancagem feita em casa é o uso de empréstimos pessoais para alterar o montante geral de alavancagem financeira ao qual o indivíduo está exposto. Os acionistas podem ajustar o montante de alavancagem financeira por meio de empréstimos e aplicações feitos por eles mesmos.

  1. Por que a estrutura de capital da TRANS AM é irrelevante?
R: Porque o preço da ação permanecerá o mesmo, independente se os empréstimos forem a nível de PF ou PJ.

  1. O que diz a disposição I de M&M?
R: A disposição I de M&M diz que a maneira de combinar financiamentos escolhida pela empresa é completamente irrelevante. O valor da empresa independe de sua estrutura de capital.

  1. Quais são os três fatores determinantes do custo de capital próprio da empresa?
R: O custo de capital próprio depende de três coisas: da taxa exigida de retorno sobre os ativos da empresa, do custo de capital de terceiros, e do quociente entre dívidas e capital próprio, essa é a famosa PROPOSIÇÃO II de M&M.

  1. O risco sistemático total do capital próprio de uma empresa tem duas partes, quais são elas?
R: O risco sistemático total do capital próprio tem duas partes: risco operacional (o risco do capital próprio que decorre da natureza das atividades operacionais da empresa) e risco financeiro (o risco do capital próprio que decorre da política de financiamento – isto é, da estrutura de capital – da empresa. A primeira parte depende dos ativos e operações da empresa e não é afetado por sua estrutura de capital. Dado o risco operacional da empresa (e o custo de capital de terceiros), a segunda parte é determinada completamente pela política de financiamento. O custo de capital próprio da empresa sobe com o aumento do uso da alavancagem financeira, porque o risco financeiro do capital próprio cresce enquanto o risco operacional permanece o mesmo.

  1. Qual é a relação entre o valor de uma empresa com dívidas e uma empresa sem dívidas, uma vez que consideramos o efeito do imposto de renda de pessoa jurídica?
R: O fluxo de caixa da empresa com dívidas é superior ao fluxo da empresa sem dívidas, pois há uma redução de impostos a pagar visto que o lucro tributável da empresa com dívidas é menor, tornando os impostos mais baixos. Denomina-se essa redução de impostos a pagar de benefício fiscal do uso de capital de terceiros (a redução do imposto a pagar obtida por uma empresa graças à dedutibilidade das despesas de juros para fins fiscais).

  1. Se considerarmos apenas o efeito do imposto de renda, qual será a estrutura ótima de capital?
R: Considerando apenas o efeito do imposto de renda, a estrutura ótima de capital conteria 100% de capital de terceiros. (Porém não está considerado o impacto do custo de falência, que pode alterar essa estrutura).

  1. O que são custos diretos de falência?
R: Custos diretos de falência são os custos associados diretamente à falência, tais como despesas legais e administrativas.

  1. O que são custos indiretos de falência?
R: Os custos indiretos de falência são os custos de evitar um processo de falência, incorridos por uma empresa em dificuldades financeiras.
  1. Você pode descrever o equilíbrio que define a teoria estática da estrutura de capital?
R: A teoria estática da estrutura de capital é o equilíbrio entre o nível de endividamento e a possibilidade de dificuldade financeira. Diz-se que a empresa toma emprestado até o ponto no qual o benefício fiscal de um dólar adicional de capital de terceiros é exatamente igual ao custo oriundo do aumento da probabilidade de dificuldades financeiras. Chama-se de teoria estática porque supõe que os ativos e as operações da empresa sejam fixos, e considera-se que é apenas o quociente entre dívidas e capital próprio que pode ser alterado. Teoria estática da estrutura de capital: estrutura ótima de capital e valor máximo da empresa. De acordo com a teoria estática, o ganho oriundo do benefício fiscal é anulado pelo custo de dificuldades financeiras. Há uma ótima estrutura de capital que iguala o ganho adicional com a alavancagem ao custo adicional de dificuldades financeiras.

  1. Quais são os fatores importantes na tomada de decisão sobre a estrutura de capital?
R: A estrutura de capital que maximiza o valor da empresa também é aquela que minimiza o custo de capital.
Os fatores importantes são os impostos e as dificuldades financeiras. Deve-se considerar o benefício fiscal da alavancagem, importante para empresas que pagam impostos. Para empresas com grandes prejuízos fiscais acumulados, o beneficio da alavancagem é praticamente não tem valor. Além disso, empresas com benefícios fiscais substanciais provenientes de outras fontes, tais como depreciação, terão menos benefícios com o uso de capital de terceiros. Nem todas as empresas têm a mesma alíquota de imposto de renda, quanto maior a alíquota, maior o incentivo para tomar dinheiro emprestado.
As dificuldades financeiras são consideradas por empresas que têm risco maior de enfrentá-las, elas tomarão menos empréstimos do que empresas com risco menor. Dificuldades financeiras são mais dispendiosas para algumas empresas do que para outras, esse custo depende principalmente dos ativos da empresa.

  1. Que regularidades observamos em termos de estrutura de capital?
R: Quociente entre capital de terceiros e capital próprio relativamente baixo.

  1. Que é RPA (em relação ao procedimento de falência)?
R: FALÊNCIA É O PROCEDIMENTO LEGAL PARA LIQUIDAR OU REORGANIZAR UMA EMPRESA.
- Falência econômica: utilizado para se referir a situações nas quais uma empresa foi liquidada com perdas para os credores, mas até mesmo uma empresa financiada unicamente por capital próprio pode falir economicamente.
- Falência legal: Empresas ou credores requerem falências perante um tribunal federal. A falência é um procedimento legal para liquidar ou reorganizar uma empresa.
- Insolvência técnica: ocorre quando uma empresa se torna incapaz de honrar suas obrigações financeiras.
- Insolvência contábil: empresas com patrimônio líquido negativo são insolventes em termos contábeis. Isso ocorre quando o valor contábil do passivo total é maior do que o valor contábil do ativo total.

RPA é a regra que estabelece prioridades de recebimentos em caso de liquidação.

  1. Qual é a diferença entre liquidação e reorganização?
R: LIQUIDAÇÃO é o término da empresa como organização ativa.
REORGANIZAÇÃO é a reestruturação financeira de uma empresa falida que tenta manter a empresa como uma organização ativa.
A ocorrência de uma ou outra depende de se a empresa vale mais “morta” ou “viva”.

DIVIDENDOS E POLÍTICA DE DIVIDENDOS

  1. Quais são os diferentes tipos de dividendos?
R: O termo dividendo, geralmente, refere-se à distribuição de lucros em dinheiro. Se os pagamentos forem feitos com outras fontes que não sejam lucros correntes ou acumulados, utiliza-se o termo distribuições em vez de dividendos. Entretanto, é aceitável referir-se à distribuição de lucros como um dividendo e à distribuição de capital como dividendo de liquidação.
DIVIDENDOS: distribuições de lucros da empresa aos acionistas, sob a forma de dinheiro ou ações.
DISTRIBUIÇÕES: pagamentos feitos pela empresa a seus donos de outras fontes que não os lucros correntes ou acumulados.

Os tipos básicos de dividendos são:
- Dividendos regulares (pagamentos em dinheiro feitos por uma empresa a seus donos no curso normal das operações, geralmente quatro vezes ao ano);
- Dividendos extraordinários (dividendo pago, porém há uma sinalização de que pode não ser pago no futuro);
- Dividendos especiais (é análogo, visto como atípico e único, não será repetido);
- Dividendos de liquidação (significa que a empresa está sendo liquidada no todo ou parcialmente).

  1. Quais são os mecanismos de pagamento de dividendos?
R: Os mecanismos de pagamento de dividendos são os Dividendos pagos em dinheiros, pagos em ações (bonificações), e uma alternativa dos dividendos pagos em dinheiros, qual seja, recompra de ações.

  1. Como o preço de uma ação deveria alterar-se quando a ação de tornasse ex-dividendo?
R: Espera-se que o preço da ação diminua aproximadamente pelo valor do dividendo quando se torna ex-dividendo.

  1. Os dividendos são irrelevantes?
R: A política de dividendos é a maneira pela qual os dividendos são distribuídos no tempo, há um argumento muito forte a favor da irrelevância da política de dividendos. Os dividendos não são irrelevantes, mas a política de dividendos é irrelevante (porque a escolha de aumentar ou diminuir dividendos atuais não afeta o valor da empresa).
Política atual: dividendos iguais ao fluxo de caixa. - dividendos são iguais ao fluxo de caixa de $10.000, existem 100 ações; portanto o dividendo por ação é igual a $ 100.
P = _D1_ + _D2_ = 175,55
(1+R) (1+R)²
Política alternativa de dividendos: dividendos iniciais menores do que o fluxo de caixa, ex. ... = 175,55
Mesmo valor nas duas políticas.
  1. Quais são algumas das razões para índices baixos de distribuição de dividendos?
R: As razões são os impostos e os custos de lançamentos de ações.

  1. Quais são as implicações da existência de clientelas para a política de dividendos?
R: Efeito clientela: Argumento segundo o qual ações atraem grupos particulares com base na taxa de dividendos e no efeito fiscal resultante.
O argumento do efeito clientela diz que grupos distintos de investidores desejam níveis de dividendos diferentes. Quando a empresa se decide por uma política de dividendos, o único efeito é atrair uma determinada clientela. Se altera sua política, passa então a atrair uma clientela diferente.

  1. O que é política de dividendos residual?
R: Política segundo a qual a empresa paga dividendos apenas após ter financiado suas necessidades de investimento, mantendo o quociente desejável entre capital de terceiros e capital próprio.
O ponto chave da abordagem residual é o de que os dividendos só serão distribuídos após todas as oportunidades de investimento rentáveis terem sido exauridas.

  1. Qual é a principal desvantagem de uma política residual estrita? O que muitas empresas fazem na prática?
R: Uma política de dividendos intermediária está baseada em cinco objetivos principais:
1 – evitar desprezar projetos com VPL positivo para pagar dividendos;
2 – evitar reduções de dividendos;
3 – evitar a necessidade de emissões de novas ações;
4 – manter um quociente ótimo entre dívidas e capital próprio;
5 – manter um índice desejado de distribuição de dividendos
Em nossa abordagem residual estrita, consideramos que a empresa mantém um quociente entre dívidas e capital próprio fixo.
Pode-se minimizar o problema da instabilidade de dividendos criando dois tipos de dividendos: regulares e extraordinários
O índice de desejado de distribuição de dividendos: índice desejável a longo prazo de distribuição de dividendos como proporção do lucro.

  1. Por que uma recompra de ações pode fazer mais sentido do que o pagamento de um dividendo extraordinário?
R: Recompra de ações é um método utilizado para distribuir lucros da empresa a seus donos, que proporciona um tratamento fiscal mais vantajoso do que o de dividendos.

  1. Por que nem todas as empresas utilizam recompras de ações em lugar de pagar dividendos?
R: Porque a recompra aparentemente oferece um benefício fiscal, pois o acionista só paga impostos de realmente opta por vender as ações e há um ganho de capital nessa venda, ao contrário do dividendo, que é totalmente tributável, porém a Receita Federal não permite que a recompra seja feita apenas para evitar imposto de renda, precisa existir algum motivo operacional para isso. Provavelmente o motivo mais comum é o de que ações são um bom investimento.

Recompra de ações e LPA – uma recompra de ações oferece benefícios porque o LPA aumenta, o motivo é que a recompra reduz o numero de ações, não tem efeito sobre o lucro total, portanto o LPA aumenta. O aumento do LPA é apenas um ajuste contábil que reflete (corretamente) a alteração do número de ações existentes.

  1. Qual é o efeito de um desdobramento sobre a riqueza do acionista?
R: Bonificação é o pagamento feito pela empresa a seus acionistas na forma de ações, diluindo o valor de cada ação existente (o efeito da bonificação é aumentar o numero de ações que cada acionista possui, como passam a existir mais ações, cada ação passa a valer menos (não é, na realidade, um dividendo, porque não é paga em dinheiro).
Desdobramento é essencialmente a mesma coisa que uma bonificação, exceto pelo fato de que os desdobramentos são expressos como quocientes, em vez de porcentagens. Quando um desdobramento é declarado, cada ação é desdobrada para criar ações adicionais. Desdobramento é um aumento da quantidade de ações existentes de uma empresa sem haver alteração do patrimônio liquido.
Desdobramentos e bonificações não alteram nem a riqueza dos acionistas nem a riqueza da empresa, pois são simplesmente transações contábeis.

  1. O que é agrupamento?
R: Agrupamento é a combinação de ações reduzindo o número de ações de uma empresa, uma operação financeira menos freqüente, pode-se argumentar que os agrupamentos não provocam mudanças nada substanciais na empresa. Três explicações são citadas para os agrupamentos:
- Os custos de transação para os acionistas podem diminuir após o agrupamento;
- A liquidez e a negociabilidade da ação da empresa podem melhorar quando o preço sobe para um intervalo popular de negociação;
- As ações negociadas a um baixo de um determinado nível não são consideradas respeitáveis.
Alguns analistas argumentam que o agrupamento pode trazer respeitabilidade instantânea.

5 comentários:

  1. Qual a relação da atuária com o risco no contexto das organizações?

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    1. O Atuário é um arquiteto financeiro, ele deve criar mecanismos para calcular riscos de investimento, por exemplo, para organizações financeiras.

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  2. Qual é a diferença entre Custo Médio Ponderado de Capital e Custo Marginal Ponderado de Capital?

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  3. Qual é a diferença entre Custo Médio Ponderado de Capital e Custo Marginal Ponderado de Capital?

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  4. Qual é a diferença entre Custo Mrédio Ponderado de Capital e Custo Marginal Ponderado de Capital?

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